Em outubro estaremos participando novamente de um momento importante na História Nacional, quando o povo brasileiro se dirige às urnas expressando através da livre escolha o direito de votar. O Cenário político que estamos presenciando nos dá a impressão aflitiva de estarmos no meio de um fogo cruzado, entre base governamental e oposição, diante da situação caótica e triste pela qual passa nosso país. Ambos os lados com propostas coerentes e utópicas. Nestes últimos dias o brasileiro acompanhou perplexo as denúncias pró-eleitoreiras convenientes para base governamental e oposição. Um mar de lamas sem precedente, diversas listas vergonhosas sendo noticiadas com nomes e fotos de parlamentares e prefeitos envolvidos com máfias, o que é espantoso e revoltante que 35% dos deputados e senadores cumprem a primeira legislatura. E o lobby dos candidatos para este pleito no horário eleitoral é o mesmo que já estamos cansados de ouvir: Chega de Corrupção! Vamos mudar o Congresso! Por uma política mais honesta! Hoje nós nos vemos quase sem esperança, até a ponto de nos perguntarmos “se ainda existe político honesto?”, quantas dúvidas afloram em nossa mente, quantas palavras gostaríamos exteriorizar expressando a nossa indignação. Será mesmo que alguém teria um minuto para nos ouvir? Todo ser humano é dotado de uma consciência moral, que o faz distinguir entre o certo ou errado, justo ou injusto, bom ou ruim, com isso é capaz de avaliar as suas ações, porém, pessoas com preparo suficiente, intelectuais parecem cegos a realidade que esta tangível aos nossos olhos. Alguns ainda dizem: “O país nunca esteve tão bem, e até serve de modelo para o resto do mundo!”. PRECISAMOS RESGATAR O POLÍTICO SÉRIO, E QUE SEJA CAPAZ DE DITAR NORMAS COERENTES PARA O NOSSO PAÍS! Precisamos de Ética na política! Aristóteles diz que na prática ética somos o que fazemos, visando a uma finalidade boa ou virtuosa. Isto leva a idéia de que o agente, a ação e a finalidade do agir são inseparáveis: “Toda arte, toda investigação e do mesmo modo toda ação e eleição, parece tender a algum bem; por isso se tem dito com razão que o bem é aquilo a que todas as coisas tendem”. Não devemos fugir de nossa responsabilidade, não devemos nos acovardar diante desta crise social e ética dos maus políticos que corrompem valores inegociáveis. O homem é um animal essencialmente político e sociável, como também já havia observado Aristóteles na sua Política. O ser humano honesto, trabalhador, pagador de seus impostos e cônscio de seus direitos deverá fazer o melhor possível para obter um governo ideal. Nós cristãos, independentes de denominação, acreditamos que é nossa responsabilidade orar (rezar) pelos magistrados, honrar as pessoas, pagar-lhes tributos e outros impostos, obedecer às ordens legais e sujeitar as autoridades instituídas, e tudo isto por dever de consciência. O Desafio da Igreja é buscar o Senhor Jesus em orações em favor das autoridades por uma verdadeira Ética Política.
Este é o meu ponto de vista!
Exerça a sua Cidadania, enfim chegou à hora, Vamos Votar Cidadão! Que Deus nos abençoe.
Rubens Ferreira Januário, Pastor Presbiteriano e Professor de Ética Cristã e Filosofia.
18 de setembro de 2006